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| Os sistemas que fazem o que outros prometiam |
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| Escrito por Bruno Spadafora Ferreira |
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JPAGE_CURRENT_OF_TOTAL Se você é consultor de empresas que lida com sistemas de gestão empresarial, como eu, certamente já observou situação que vou descrever agora: Depois de um projeto extenuante de alguns meses, ou mesmo anos, a implantação dos módulos industriais do software de gestão empresarial começa a emperrar. A implantação dos módulos administrativos financeiros até que correu bem. Mas quando chegou a hora de colocar as funções de planejamento e programação em funcionamento, começaram a aparecer as surpresas. Onde está o software que deveria programar a fábrica e as compras de forma fácil e rápida? Por que o sistema insiste em gerar planos defasados e inviáveis? Familiar? Se você não é consultor, mas trabalha em alguma empresa de manufatura, provavelmente já viveu e sentiu as conseqüências desse cenário. Eles se concentram no controle das transações que movimentam os processos de negócio e na disponibilização dessas informações para toda a empresa. São softwares de contador, de controladoria, e se aplicam bem na parte administrativa financeira da empresa. Mas são um desastre na coordenação das atividades de manufatura, de suprimentos e de distribuição. Esse fato, em conjunto com as expectativas irreais criadas no momento da decisão de compra, pode levar a desilusões na hora da implantação. Este artigo tem os seguintes objetivos:
ERP e MRPERP é uma sigla que identifica os softwares de Gestão Empresarial Integrados. Cada operação que gera uma transação registrada no sistema está imediatamente disponível para todos os envolvidos na operação em si, ou nas suas conseqüências. A empresa passa a dispor de uma única base de dados em que todas as informações correntes são mantidas atualizadas e disponíveis para todos as áreas envolvidas. Assim, por exemplo, quando o recebimento de um material comprado é capturado no sistema, ele automaticamente atualiza a situação do estoque do material, atualiza a posição do pedido de compra correspondente e gera a informação de que o pagamento relativo ao recebimento passa a ser devido ao fornecedor. As áreas de almoxarifado, compras e de contas a pagar compartilham a informação do recebimento assim que o mesmo é registrado no sistema. O mesmo acontece com todos os tipos de transações importantes como, por exemplo, faturamento de produtos, apontamentos de consumo de materiais, apontamentos de produção, pagamentos e muitas outras. Essa rapidez de comunicação e integração de informações traz muitos benefícios, especialmente:
Esses sistemas de gestão empresarial podem ser desenvolvidos internamente com maior ou menor grau de integração, ou podem ser adquiridos de empresas de software especializadas na construção de softwares ERP. A tendência dominante em todo mundo é a utilização de sistemas ERP prontos. Existem empresas multinacionais e multibilionárias especializadas na construção e implantação desse tipo de sistemas. As principais empresas mundiais de ERP são respectivamente:
No Brasil, devido às muitas particularidades da nossa legislação fiscal, esses sistemas precisam ser adaptados antes de serem aplicáveis às empresas que operam em nosso país. Os principais softwares ERP brasileiros são:
A implantação de um software ERP impacta toda a operação da empresa, modificando procedimentos, formas de gestão e políticas. A implantação precisa ser apoiada por especialistas no software e por especialistas em processos de negócio. Tipicamente podem exigir de 8 meses a 2 anos de esforço e grandes investimentos em serviços, hardware e software. Assim como atendem a área administrativo-financeira, os ERP também pretendem atender à área industrial. E aí começam as dificuldades mais sérias. Normalmente, as funções administrativo-financeiras são semelhantes para diferentes empresas, mesmo que sejam empresas de indústrias diferentes. Entretanto, as funções de planejamento e programação se diferenciam bastante de acordo o tipo de indústria. Quanto mais perto do nível operacional, maiores as diferenças entre as indústrias. As necessidades de planejamento e programação de uma montadora de automóveis, por exemplo, são totalmente distintas das necessidades de planejamento e programação de uma fábrica de alimentos. Quase todos os ERPs existentes, a menos os de concepção mais recente, baseiam seus módulos industriais na técnica MRP – “Materials Requirements Planning”, que é uma técnica que começou a ser utilizada comercialmente na década de 70. Portanto, o relacionamento entre ERP e MRP é que o MRP é uma técnica de programação utilizada nos módulos industriais de softwares ERP. Historicamente, os ERPs foram desenvolvidos agregando módulos e funções em torno do núcleo central que era o MRP. |


