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Depoimentos

"O fluxo de informação da nossa operação melhorou significativamente e agora está acessível a qualquer momento, a quem necessitar. O planejamento agora é muito mais estruturado e podemos concentrar esforços para satisfazer os clientes e prazos. O PREACTOR tem nos atendido bem no gerenciamento dos gargalos e conflitos relacionados com a capacidade dos equipamentos."
David Pouliot , Plastique Micron
Software APS e Partituras Imprimir E-mail
Escrito por Alvaro Abreu   

Você já imaginou como seria difícil para um maestro reger uma orquestra inteira sem que cada músico tivesse as suas partituras em mãos? E sua empresa? Será que ela não poderia trabalhar de forma mais harmoniosa se cada operador também tivesse a sua partitura?  

As empresas estão cada vez mais buscando soluções que lhes assegurem margens compensadoras e posição favorável em mercados competitivos. Isso é muito animador para quem atua em PCP, dado que finalmente está ficando patente a necessidade utilizar recursos mais potentes para programar a produção.

Em tempos passados, a adoção de medidas relativamente simplórias destinadas a racionalizar processos e a otimizar o uso das máquinas e equipamentos permitia melhoras significativas no desempenho do negócio.

Em seguida, sob as bandeiras da qualidade e da produtividade muitas empresas obtiveram saltos expressivos na lucratividade e ganharam posições no mercado. A difusão de conceitos como just in time, lean manufacturing e teoria das restrições tem ajudado bastante na incorporação de práticas mais eficazes de operação e na propagação da cultura de foco nos resultados.

A pressão por melhores resultados continua, enquanto que as possibilidades de melhorias significativas estão ficando cada vez mais restritas, sobretudo naquelas empresas que já adotam boas práticas de gerenciamento da produção.

Sob processos contínuos de melhoria, as falhas e as disfunções vão perdendo expressão, exigindo a incorporação de ferramentas mais poderosas e refinadas para identificar e aproveitar oportunidades de melhoria nos diferentes pontos do processo.

Os resultados finais dependem de uma grande variedade de restrições e condicionantes que atuam de forma direta e indireta sobre o processo, muitas vezes de forma imperceptível aos olhares menos atentos.

Em outras palavras, além de garantir alta performance de cada uma das operações produtivas, é indispensável fazer com que a produção como um todo possa fluir da melhor forma possível, sempre orientada por compromissos firmados com clientes e subordinada às premissas de produtividade. Não é tarefa que possa ser realizada apenas com bom senso e jeitinho.

Em uma orquestra, a beleza de uma sinfonia depende da atuação de cada músico. A contribuição de cada um estará referenciada em partitura específica e nos sinais emitidos pelo regente, a quem caberá garantir o andamento e os efeitos sonoros idealizados pelo compositor da obra.

O maestro atua valendo-se das informações de uma partitura completa que ele conhece em seus detalhes. As apresentações que consagram um maestro resultam do seu domínio das informações sobre a obra, da sua competência em conduzir a participação de cada músico e da sensibilidade e liderança que disponha para a orquestrar a contribuição de todos.

No palco, não existe espaço para dúvidas. A execução da sinfonia não pode parar. O público espera que cada qual esteja preparado para desempenhar o seu papel. O espetáculo é algo inteiro e completo.

No chão de fábrica, o gerente é o maestro da produção. Nessa função, ele tem que saber exatamente o que a fábrica deverá produzir nas próximas horas, no turno da tarde, na semana entrante, no mês seguinte. Ele precisa ter em mãos um programa de produção que detalhe com exatidão o processo como um todo e fixe o que se espera de cada um das partes e dos colaboradores.

Deve haver partituras ou listas de tarefa por máquina, para instruir a atuação dos operadores; por grupos de máquinas, para fundamentar a atuação dos supervisores. Ao gerente industrial é vital que disponha de programação geral para que possa orquestrar as atividades que concorram para o bom andamento da produção, inclusive as de suprimento, logística, manutenção e tudo o mais.

Aqui, confiabilidade e antecedência são elementos indispensáveis para a perfeita sincronização de o grande número de operações produtivas que compõem os roteiros de fabricação dos produtos indicados nas ordens de produção. Um quebra-cabeça dinâmico e complexo, que precisa ser montado com base em informações precisas e muito conhecimento de causa. É ilusório pensar que a programação da produção seja algo realizável a contendo com o apoio de planilhas eletrônicas. Sobretudo em fábricas que produzam muitos itens diferentes, que utilizem montagem ou que adotem linhas de produção de uso compartilhado e concorrencial.

Em tese, cabe ao PCP a nobre tarefa de definir o futuro da produção.

Diferentemente de um compositor de sinfonias, que realiza um trabalho solitário, o programador da produção tem que atuar em permanente e estreita ligação com os diversos setores da empresa de modo a considerar as suas expectativas, as restrições específicas e as oportunidades que surjam.

Trata-se de um requisito para o que os programas de produção gerados tenham credibilidade e contem com o compromisso dos envolvidos na sua execução.

O PCP deve ser capaz de assegurar a convergência de interesses muitas vezes conflitantes e orientar-se por diretrizes referenciadas no fluxo de caixa e nos resultados ao final de cada período. O melhor programa de produção será aquele que gerar maiores ganhos totais para a empresa.

As ferramentas APS - Advanced Planning Schedule - dotaram o PCP de condições técnicas refinadas para, finalmente, poder exercer uma função estratégica na gestão da empresa, subsidiando a alta direção na definição de políticas de atendimento e na fixação de diretrizes operacionais e interagindo com as gerencias intermediárias, que conhecem a realidade e números da empresa.

Com a utilização corrente das ferramentas APS a base de dados dos sistemas ERP e as informações disponibilizadas pelos sistemas de coleta de dados no chão de fábrica ganham maior utilidade nos processos de gerenciamento da produção.

Podendo lançar mão das funcionalidades e dos recursos do software APS, a equipe do PCP passa a poder considerar um expressivo conjunto de variáveis e aspectos que interferem no desempenho da manufatura. A complexidade e a dinâmica do chão de fábrica passam a ser tratadas nas suas reais dimensões e equacionadas objetivamente, sempre que as informações estejam disponíveis e atualizadas.

Desaparecem as dificuldades em garantir que a programação da produção retrate fielmente as variações nos pedidos, as quebras de máquina e as falhas no suprimento e assim por diante. A prática demonstra que listas de tarefas confiáveis são sempre bem vindas por operadores, supervisores e gerentes.

Ao fornecer indicações úteis e verdadeiras sobre o futuro da produção, o PCP passa a apoiar os gerentes na identificação de disfunções e na busca de melhorias nas operações, no uso da capacidade instalada e no processo como um todo. Palmas para o pessoal do PCP.

Alvaro Abreu 
Engenheiro Mecânico com Mestrado em Engenharia de Produção
Diretor da TECMARAN
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Vitória, 14.05.2009